quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Saltos de Desenvolvimento e Picos de Crescimento

Com quase seis meses comecei a introduzir alimentação na Júlia. Comecei com frutas e a aceitação não foi boa, então comecei a dar papinhas salgadas (que não são salgadas) e ela aceitou melhor. Criei uma rotina e ela foi aceitando super bem. Acordava, mamava no peito, brincava, frutas, dorme, almoça, brinca, mama no peito, dorme, frutas, brinca, banho, mama no peito, dorme, brinca, janta, mama no peito e dorme. Assim era o dia da Júlia. Dormindo a noite toda desde os dois meses e meio.
Nessa fase eu estava tentando introduzir a mamadeira com com fórmula mas a aceitação foi péssima! Tentava todos os dias um pouquinho e nada!
No começo dessa semana (quando fez 7 meses) Júlia se apresentou resistente à comida. De repente! Me deixou louca! Surtei de verdade!
Não queria nada! Nada de fruta, papinha, mas a mamadeira ela estava aceitando melhor.
Esses dias de dificuldade foram se estendendo e eu ficando desanimada. 
Foi aí que comecei a pesquisar sobre o assunto e quero dividir com vocês!
Os bebês passam por duas fases nomeadas de "Saltos de Desenvolvimento" e "Picos de Crescimento":

  • Saltos de Desenvolvimento - são aquisições de habilidades funcionais específicas que ocorrem em determinados períodos. O ritmo de desenvolvimento não é constante: há alguns períodos de desenvolvimento acelerado e outros onde há uma desaceleração. Toda vez que seu bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos ‘efeitos colaterais’ desse trabalho todo que o cérebro dos bebês está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas. No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono. Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê - depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da ‘crise’. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma ‘dança louca’ entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.

Uma Cronologia aproximada dos períodos de crise é:
- 5 semanas / 1 mês
- 8 semanas / quase 2 meses
- 12 semanas / quase 3 meses
- 19 semanas / 4 meses e meio
- 26 semanas / 6 meses
- 30 semanas / 7 meses
- 37 semanas / 8 meses e meio
- 46 semanas / quase 11 meses
- 55 semanas / quase 13 meses
- 64 semanas / quase 15 meses
- 75 semanas / 17 meses

Nesse período, é esperado que o bebê:
- Procure ficar mais perto da MÃE, ou seja sua base de tudo, pois é o que ele conhece melhor;
- Fique mais carente, precisando de colo, segurança e orientação maternal de perto;
- Coma mal e durma pior;
- Pode pedir para mamar com mais frequência;
- Comece a fazer coisas que não fazia antes da crise tal como rir, sentar, engatinhar, interagir...
- Demonstre felicidade com o final da crise e superação do desenvolvimento adquirido.

  • Picos de Crescimento - são alturas em que o bebê aumenta a sua necessidade de ingestão de leite, ou seja, pede para mamar mais vezes e fica mais agitado. Isto acontece, pois devido ao seu desenvolvimento, o bebê vai precisar de mais alimento, e como o peito não aumenta automaticamente a sua produção, o bebê precisa mamar mais vezes para receber a quantidade de leite que precisa. Esta situação também pode acontecer em alturas em que o bebê aprende coisas novas, como aprender a virar-se, a engatinhar, a andar ou a falar, o leite materno também é alimento para o cérebro! Deve oferecer-se o peito sempre que o bebê pede, nestas alturas o regime livre torna-se ainda mais importante pois o bebê precisa receber uma maior quantidade de leite, e como não o consegue obter todo de uma só vez, vai precisar mamar mais vezes! Quantas mais vezes o bebê mamar, maior será o estímulo e maior será a produção de leite, só assim o seu corpo se poderá adaptar às novas necessidades do bebê. Não é aconselhável suplementar, pois ao oferecer um suplemento, o bebê não vai estimular o peito tantas vezes e assim a produção não tem a oportunidade de aumentar, e não irá acompanhar o crescimento do bebé.
    Nestas alturas, a mãe que amamenta pode sentir mais fome e mais sede, e deve responder a estes pedidos do seu corpo, pois pode ser necessário para o aumento da produção!
    O contato pele a pele também pode ser uma ajuda, tanto para acalmar o bebê como para aumentar a produção de leite.

Períodos comuns destes "picos de crescimento" ocorrem por volta dos:
7 - 10 dias;
2 - 3 semanas;
4 - 6 semanas;
3 meses;
4 meses;
6 meses;
9 meses (em torno)

As duas fases podem durar uma semana.

Segue uma tabelinha bacana detalhando as fases de cada bebê:
Tabela de Desenvolvimento e Crescimento


Fontes:
http://mamaraopeito.blogspot.com.br/
http://maisju.com.br/
http://guiadobebe.uol.com.br/

Olha a carinha que fica nessa fase difícil! ahahhaha

2 comentários:

  1. Tchuca linda da Titi!!
    E viu mamãe, pra tudo há uma explicação!!! s2

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  2. Adorei. Me ajudou mto. Minha filha faz 5 semanas amanhã e ela está muito agitada e mamando muitas vezes ao dia mas pouco tempo. Tudo como vc descreveu acima.

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